Ideias para o programa em direitos humanos nos bairros

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No sábado, 21 de junho, demos continuidade à elaboração de um programa em direitos humanos a ser realizado nos bairros de Foz do Iguaçu. O planejamento em construção vai guiar as ações do Centro de Direitos Humanos e Memória Popular no segundo semestre. A pauta única discutida neste sábado é a continuidade do encontro inicial, ocorrido no dia 14 de junho.

Participaram do encontro Alexandre Palmar, Amilton Farias, Geraldo Brito, José Elias Aiex Neto, Lucas Michel, Maria Rosa Barudi de Matos, Miriam Oliveira, Rigoberto Leguizamon, Padre Carlos Sosa, Sannes Fortuna e Tathiana Guimarães. Enviaram contribuições por escrito os professores Maria Inês Amarante, Mário Ramão Villalva Filho e Renata Peixoto de Oliveira.

Deliberação – Os debates encaminharam para iniciar as atividades no Colégio Estadual Três Fronteiras, no Porto Meira, mas antes é preciso promover uma conversa com a toda a comunidade escolar. É necessário ouvir a direção, professores, pedagogos, funcionários e alunos. Saber deles quais são as motivações e as inspirações do dia a dia. Ouvir ainda os moradores do bairro.

Após ouvir a comunidade escolar e moradores, inseri-los na coordenação das atividades. Inserir os militantes, na medida do possível, conforme as habilidades. Ressalta-se, ainda, a importância de manter a linha contra qualquer tipo de violência, em especial a estrutural.

Rascunho – A proposta é realizar um PROGRAMA contínuo dentro um mesmo ambiente, com dinâmicas pedagógicas capazes de sensibilizar as pessoas, sobretudo os mais jovens. Ao mesmo tempo propõe-se manter as oficinas direcionadas aos ativistas. Teoria e prática ao mesmo tempo: uma ação vai alimentar, inspirar e oxigenar a outra.

IDEIAS PARA ENCAIXAR:
► É fundamental aplicar a tecnologia no método (celular, câmeras digitais, gravador, rádio), bem como a internet, em especial das redes sociais.
► O produto a ser desenvolvido pelos alunos pode fazer parte de um festival ao fim do ano. Exemplo: é possível estimular a produção de vídeos curtos; de até 3 minutos. Esses vídeos seriam exibidos numa mostra no Teatro Barracão, em dezembro, com a presença de todos os participantes.
► Outra proposta é aplicar o conceito de votação, com os alunos elegendo quais são as principais violações identificados pelos jovens, que depositariam seus votos numa urna, fariam a apuração e uma conversa sobre o resultado.
► Ficar atento as datas históricas e acontecimentos do bairro durante o período de realização das atividades.
► Buscar realizar uma atividade em conjunto com as famílias, talvez no dia da família na escola ou mesmo tentar promover uma ação no fim de semana.
► É preciso ter uma forma de avaliação/tentar decifrar o que o aluno captou –sem atrelar a nota ou boletim.
► Buscar outras formas de estímulo para participação do aluno, como uma espécie de reconhecimento, algo como certificado.
► Sugere-se o Colégio Estadual Ayrton Senna, no Jardim Lancaster, como segunda etapa para o circuito.
►Aliás, o Colégio Estadual Ayrton Senna está de portas abertas para receber uma roda de conversa com Aluízio Palmar sobre direitos humanos, violência e ditadura militar, inclusive com exibição de documentário.

SUGESTÕES INICIAIS
O que: Circuito de direitos humanos em um bairro da cidade.
Local: Colégio Estadual Três Fronteiras, no Porto Meira.
Conteúdo: Aplicação de 4 a 8 módulos temáticos sempre ligados aos direitos humanos, com foco na paz e não violência (exemplos: sociedade, mulher, violência contra criança e adolescente, mídia, etc).
Frequência: intercalados 1x por semana ou por quinzena.
Forma: rodas de conversas, vídeos, música, exposições, pintura, dinâmicas em grupo, varal de protesto e expressões culturais e artísticas.
Período: 1 escola durante 2 meses (quatro a oito semanas)
Material de apoio: viabilizar panfletos e cartilhas para serem deixadas nas escolas (conseguir com CDHs, ONGs ou governos estadual e federal).

► ► CONTINUIDADE – DIA 23/6/2014

O planejamento para o PROGRAMA EM DIREITOS HUMANOS nos bairros foi retomado num encontro realizado na Paróquia Anunciação do Senhor, na segunda-feira, 23. Participaram do café da manhã Alexandre Palmar, Amilton Farias, Maria Rosa Barudi de Matos, Miriam Oliveira, Padre Carlos Sosa e Tathiana Guimarães.

O objetivo foi clarear e organizar as ideias para serem apresentadas para a comunidade escolar, na terça-feira, 1º de julho. Após essa conversa, teremos elementos básicos para elaborar uma pesquisa prévia com todos os alunos do ensino médio matutino.

Tentaremos saber as áreas de interesse dos estudantes. Isso porque não temos como organizar uma atividade para todos ao mesmo tempo: são três turmas do primeiro ano; duas turmas do segundo ano e uma turma do terceiro ano; totalizando cerca de 180 alunos.

Definidos os assuntos de interesse dos estudantes, podemos aplicar o método “grupos operativos” (trabalham na dialética do ensinar-aprender, isto é, os indivíduos do grupo tanto aprendem como também são sujeitos do saber, ainda que seja apenas pela própria experiência de vida). Mais infos:  http://migre.me/kax84

Outras ideias
* criar outras formas de mídia típicas do espaço escolar (faixas, jornal mural, cartazes, rádio; bate papo via estilo Facebook (http://migre.me/kaxrq).
* A ideia é reunir todas as ações/atividades numa espécie de “gincana” –definição melhor do que circuito, jornada ou olimpíadas.
* Considerando que a gincana resultará numa mostra no fim do ano no Teatro Barracão, devemos inserir os colégios da região neste semestre: Ulisses Guimarães, Érico Veríssimo e Jorge Schimmelpfeng.
* Trabalhar o teatro e o jogo saudável entre as atividades.
* Buscar a íntegra do estudo da professora Elis Maria Teixeira Palma Priotto.
* Relacionamos moradores dos bairros, que devemos tentar reunir num café da manhã para tentar inserir no programa.

DICAS DE LEITURA

► INVENTAR COM A DIFERENÇA (CINEMA E DIREITOS HUMANOS)
O projeto visa oferecer formação e acompanhamento a educadores de escolas públicas de todo o país para trabalho com vídeo em torno da temática do cinema e dos Direitos Humanos em suas escolas durante o primeiro semestre de 2014.
http://www.inventarcomadiferenca.org/

► Escola Municipal General Mallet produz carta filme sobre Bagé
http://www.jornalfolhadosul.com.br/noticia/2014/06/24/escola-municipal-general-mallet-produz-carta-filme-sobre-bage

► GRUPOS OPERATIVOS
http://chasqueweb.ufrgs.br/~cristinaneumann/Sala_de_Espera/sobreosgrupos/sobreosgrupos_operativos.htm
http://pt.slideshare.net/lucascastro/pichn-rivire
http://www.smmfc.org.br/gesf/goperativo.htm
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-

► La paciente impaciencia, de Tomás Borge

 

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Somar força pra fazer as mudanças que queremos

Ativistas do Centro de Direitos Humanos e Memória Popular começaram a elaborar o plano de ação para o segundo semestre. A primeira conversa ocorreu no sábado (14). O segundo encontro será na tarde sábado, 21, às 14h30, quando iremos melhorar e concluir o calendário de julho a dezembro.

No primeiro encontro, os militantes fizeram uma análise das atividades realizadas e apoiadas de janeiro a junho, bem como ações, representações, participações e conquistas. Também fizeram a autocrítica das ações não realizadas.  Iniciaram ainda a conversa sobre a proposta de iniciar um PROGRAMA em escolas, além de colher propostas de eventos.

Leia na íntegra:
http://www.cdhmp.com.br/somar-forca-pra-fazer-mudancas-que-queremos/