Cidade Nova denuncia descaso em sessão de filme sobre ditadura

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Cleonice Marçal

O filme “Ainda hoje existem perseguidos políticos” causou polêmica em exibição promovida na Biblioteca Comunitária do Cidade Nova, sábado (5). Os espectadores relataram vivências semelhantes ao longo de suas vidas, com o registro que se deve agir e não só debater a importância de cada um para mudar a realidade imposta.

Também ocorreu questionamento quanto à ditadura de agora por ser mais forte e perniciosa do que a de 1964/1985, a questão do índio, sem-terra, quilombolas, grileiros, jagunços, UPPS, falta de consciência das pessoas, do capitalismo, da corrupção e da necessidade de outra forma de sociedade.

Os moradores do bairro aproveitaram o encontro para denunciar as condições que enfrentam no bairro, como descaso político, preconceito, abuso policial e desemprego. A roda de conversa contou com a presença do jornalista Aluízio Palmar, da professora Maria Gouvea, além de militantes e ativistas.

Os participantes indicaram o desejo de fazer outras atividades conjuntas, como a exibição de filme para debate especificamente a situação da mulher na fronteira e na atualidade no mundo. Outra proposta é apoiar o “Domingo Cultural com a Família”, além de oficina de redação para moradores do bairro que vão prestar vestibular.

A exibição do filme “Ainda hoje existem perseguidos políticos” integra a Mostra Nacional de Cinema “Marcas da Memória“, da Comissão de Anistia, alusiva aos 50 anos do Golpe Civil-Militar. A etapa iguaçuense contará com a exibição gratuita de 12 longas e curtas metragens em escolas, universidades, além de organizações sociais e culturais.

Cleonice Marçal é acadêmica de pedagogia da Unioeste, militante do Coletivo Ana Montenegro e ativista do CDHMP.